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Crédito e custo de vida baixo se refletem nas ruas, onde cresce número de motos

Os incentivos para o contínuo aumento das vendas de carro permanecem na meta do mercado automobilístico. Mo entanto, as dificuldades de mobilidade nas vias públicas são constatadas diariamente pela população. Como conseqüência deste movimento, tem se destacado como alternativa para muitos capixabas o uso de motocicletas, que trafegam cada vez em maior número pelas ruas. Baixo custo e fácil deslocamento influenciam na escolha. O crescimento do setor de duas rodas resulta em uma frota de 340 mil motos circulando diariamente entre os carros no Estado, e o principal filão é a Classe C, atenta aos custos diários e detentora de 46% da renda mensal familiar. O poder de consumo atribuído à classe média emergente se deve principalmente ao considerável aumento da concessão de créditos. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), as classes populares C e D hoje representam cerca de 55% dos consorciados em grupos de motocicletas. Ainda em dados apresentados pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), de março deste ano, das 13 milhões de motocicletas da frota nacional, 7 milhões foram financiadas.  A Classe C atualmente corresponde a cerca de 1,8 milhão, dos 3,4 milhões de habitantes no Estado, de acordo com dados do IBGE. Em menos de uma década, chamam atenção a importância adquirida e o poder de compra deesses grupos, com o aumento do consumo na economia nacional. A expectativa é que chegue a englobar 60% da população até 2014. Não só pelos congestionamento mas também pelos gastos com o carro novo, como foi apresentado em reportagem recente de Século Diário (algo superior a R$8 mil anuais), a moto tem sido opção mais sustentável economicamente. O IPVA, que para motos é de 1% do valor do bem, ou R$60, para o carro significa 2%, ou R$480. A economia com o combustível é outro fator relevante no cálculo. Mensalmente, o gasto com gasolina é de R$87, contra R$159 consumido pelos autos. No levantamento dsta reportagem, a análise teve como referência uma moto Honda CG 125 no valor de R$ 6 mil, pela tabela Fipe deste ano. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina na Capital é de R$2,66, para o cálculo de consumo diário.  Registro do aumento da participação da classe média emergente neste nicho de consumo é demonstrado também pela pesquisa da Anef, que mostra que 40% das pessoas optam pela compra da motocicleta para substituir o transporte público.  Fonte: seculoDiario.com

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