Confira os custos na ponta do lápis.
Uma pergunta se torna cada vez mais freqüente entre as pessoas interessadas em adquirir um imóvel: como decidir entre participar de um consórcio ou financiar a aquisição?
Comparando os custos entre as duas formas de crédito parcelado, o consórcio sai na frente com pelo menos dois diferenciais imbatíveis: quase 50% menos no valor total a ser pago pelo bem; e custo das parcelas mensais que pode chegar a ser até 55% menor.
Confira abaixo o quanto você pode economizar por mês, e ao longo de 10 anos (120 meses), na compra de imóvel com valor estimado de R$ 50 mil, ou na utilização deste mesmo valor de crédito para a reforma e ampliação, ou na troca por um imóvel mais novo.
A explicação para estas significativas reduções para quem escolhe adquirir uma carta de crédito imobiliário é simples: no consórcio, as parcelas mensais são formadas pela soma dos gastos para constituir o chamado Fundo Comum – que determina o valor da carta de crédito que será usada para pagar o imóvel escolhido. Como não tem juros, a parcela mensal de um consorciado é constituída pela parte correspondente ao valor do bem, somada ao percentual da taxa de administração, ao do fundo de reserva, e ao seguro; este último, opcional.
Ou seja: o valor total é diluído, amortizado mensalmente no número de meses estipulado em contrato. Portanto, quanto maior o prazo para pagamento do valor do crédito total, menor a taxa de administração mensal, e mais vantagens em relação ao financiamento imobiliário.
Outra importante diferença é que no sistema de consórcio, as prestações são ajustadas (anualmente) pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil, o indicador que melhor reflete a evolução dos custos da construção, mantendo assim o valor do crédito atualizado), enquanto que no financiamento o saldo devedor é corrigido com base na parcela amortizada e nos juros, que são cobrados em todas as linhas de crédito oferecidas pelo Sistema Financeiro de Habitação.
Agora, uma vantagem extra, listada pelo InfoMoney, para quem pensa no futuro: "se você é jovem e está pensando em morar sozinho daqui a alguns anos, o consórcio pode ser uma boa alternativa para forçar você a poupar para este fim. Pois de certa forma, o consórcio pode ser comparado a uma poupança programada" - Folha de São Paulo, em 29 maio 2007.